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LIMINAR CONTRA SÚMULA 228 DO TST |
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MED. CAUT. EM RECLAMAÇÃO 6.266-0 DISTRITO FEDERAL RECLAMANTE(S) : CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA – CNI ADVOGADO(A/S): ELISABETH HOMSI E OUTRO(A/S)
RECLAMADO(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO (SÚMULA
Nº
DECISÃO: Trata-se de reclamação, com pedido de liminar, ajuizada
pela Confederação Nacional da Indústria - CNI, em face da decisão
proferida pelo Plenário do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que
editou a Resolução n° 148/2008 e deu nova redação ao
No
que tange à urgência da pretensão cautelar (periculum in mora), a
reclamante alerta para a “gravíssima insegurança jurídica”, além de
“reflexos danosos e irreparáveis para os empregadores representados pela
CNI” e “a proliferação incontinenti de ações, já passíveis de
ajuizamento desde a publicação da Resolução do Tribunal Superior do
Trabalho n° 148/2008, que dá nova redação à Súmula n° 228” (fl. 08).
Passo a decidir. Rcl 6.266-MC / DF 2 O art. 7º da Lei n° 11.417, de 19
de dezembro de 2006, Com efeito, no julgamento que deu origem à mencionada Súmula Vinculante n° 4 (RE 565.714/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, Sessão de 30.4.2008 - Informativo nº 510/STF), esta Corte entendeu que o adicional de insalubridade deve continuar sendo calculado com base no salário mínimo, enquanto não superada a inconstitucionalidade por meio de lei ou convenção coletiva.
Dessa forma, com base no que ficou decidido no RE 565.714/SP e fixado na
Súmula Vinculante n° 4, este Tribunal entendeu que não é possível a
substituição do salário mínimo, seja como base de cálculo, seja como
indexador, antes da edição de lei ou Comunique-se, com urgência, e, no mesmo ofício, solicitemse informações. Após, abra-se vista dos autos à Procuradoria-Geral da República (RI/STF, art. 160). Publique-se. Brasília, 15 de julho de 2008.
Ministro GILMAR MENDES Presidente |