"A TISS é
os padrões que criamos de conteúdo e estrutura,
interoperabilidade semântica, comunicação e segurança.
São padrões desenvolvidos sem intenção burocrática como
uma forma de dar suporte para que as pessoas possam
trocar informações via saúde eletrônica", essas são as
palavras da gerente geral de Integração com o SUS da ANS,
Jussara Macedo Pinho.
Para
que operadoras e hospitais se adéquem a esses padrões, a
Agência lançou o programa Pro-TISS, como uma forma de
incentivar a troca de informação em saúde suplementar.
De acordo com ela, o novo programa é um modelo
estratégico para mudanças no sistema brasileiro de
saúde. "Com isso, nós buscamos valorizar a TIS como um
bem público, além de transmitir confiança aos
stakeholders e alcançar um melhor gerenciamento da
informação com privacidade, e isso é muito importante
para que ela não seja utilizada com má intenção, como
ainda pode ser constatado nos dias de hoje", ressalta a
executiva.
A
criação do Pro-TISS se faz necessário, segundo Macedo,
para que todos possam falar a mesma língua e,
consequentemente, sair do papel. "Num mundo globalizado
todos têm que se adaptar com a tecnologia em saúde, e
claro que no inicio isso vai gerar algum custo, mas é um
custo necessário".
Além
disso, Macedo comenta a necessidade de uma ferramenta de
controle e disponibilização dos conceitos, versões e
mapeamentos. "Isso ainda não existe, mas estamos
tentando criar para que as tabelas possam ser
unificadas. Quando falamos disso, estamos falando da
TUSS, para uma melhor qualidade para as terminologias
clínicas", destaca.
Para a
próxima semana, a ANS irá lançar um projeto que acaba
com o ressarcimento manual ao SUS (SISREL), sendo
totalmente eletrônico. De acordo com a executiva, todos
os hospitais e operadoras terão de serem certificados.
"Não
vamos trabalhar com nenhuma forma de papel. Nossa
relação com as operadoras acontecem de forma direta e
temos que trabalhar com o propósito de eliminar estes
tipos de transações que dificultam o relacionamento",
conclui.